Defesa do meio ambiente

Na Rio+20

Vinte anos depois da Rio-92, o Brasil sediou uma nova conferência global sobre o clima: a Rio +20. De acordo com a resolução das Nações Unidas, a proposta do evento era renovar o compromisso político internacional com o desenvolvimento sustentável, abordando dois temas principais: Economia Verde no contexto do Desenvolvimento Sustentável e da erradicação da pobreza e Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

Realizada entre 13 e 22 de junho em dez locais do Rio de Janeiro, a Conferência atraiu chefes de Estado e de governo de 188 nações. O encontro teve presença ativa da sociedade civil.

Como secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor da Coppe/UFRJ, Pinguelli Rosa se envolveu profundamente na Rio + 20. Na abertura do seminário “Propostas para a Conferência Rio + 20: Temas para Aprofundamento do Diálogo Social”, em novembro de 2011, ele se mostrou preocupado com a predominância de debates sobre desenvolvimento e defendeu a ênfase nas metas de redução de gases causadores do efeito estufa.

“É importante não relegarmos a questão do clima, ela está contemplada nas contribuições brasileiras para a Rio + 20, mas acho que devemos dar mais ênfase”, comentou. Em dezembro, em artigo na Folha de S. Paulo, ele advertia: “ Foi divulgado há poucos dias a proposta do Documento de Contribuição Brasileira à Conferência Rio+20. O Itamaraty teve papel importante, ao lado do Ministério do Meio Ambiente, na elaboração do documento com base nos trabalhos de uma comissão que promoveu consultas à sociedade e a órgãos do governo. A julgar pelo texto, a questão da mudança climática não terá prioridade na parte oficial da Rio+20”.

Em 30 de março de 2012, Pinguelli deu entrevista sobre a posição que levaria para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff em 4 de abril. Para ele, a agenda da Rio + 20 não era satisfatória. “Ela está com a pauta muito vaga”, disse, ao site da Academia Brasileira de Ciências. Pinguelli era um crítico, por exemplo, sobre o tema “economia verde”: “Não se sabe o que é economia verde. É um nome sem definição. É ambíguo, uma coisa para todos concordarem, cada um interpreta de um jeito”.

Os documentos oficiais informavam que ao pautar o tema economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, o encontro propunha um desafio à comunidade internacional: pensar um novo modelo de desenvolvimento, ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. A discussão sobre estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável era dedicada ao fortalecimento do multilateralismo como instrumento para solução dos problemas globais.

Exposição e debates

Com uma longa história de pesquisa em tecnologia para o desenvolvimento sustentável, a Coppe/UFRJ teve participação de destaque na Conferência: a convite do Itamaraty, a organização recebeu um espaço exclusivo para montagem de uma exposição no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, em frente ao Rio Centro, onde se realizava a conferência dos chefes de estado.

O evento “O Futuro Sustentável: tecnologia e inovação para uma economia verde e a erradicação da pobreza” apresentou 14 tecnologias voltadas para a sustentabilidade, em uma exposição que teve uma média de 1500 visitantes por dia. Projetos de geração de energia eólica, pelo balanço das ondas e encontro das águas; de proteção de oceanos e de combustíveis renováveis, como o biodiesel, conquistaram o público.

Também foram realizados dois dois ciclos de conferências e debates, no auditório da Coppe/UFRJ na Cidade Universitária que reuniram 50 palestrantes e também foram exibidos pela internet.

Centro Rio +

No último dia da conferência, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a criação do Centro Rio +, um legado da Rio + 20. O Centro, uma parceria do governo brasileiro, o PNUD, outras agências da ONU, teria sede na Coppe/UFRJ, que ofereceu um andar de um dos seus prédios. “Este novo Centro é muito importante para o desdobramento das ações da Rio+20 e por isso é tão relevante que ele já esteja pronto para iniciar os trabalhos”, explicou Pinguelli.

O Centro Rio+ foi anunciado como um centro de pesquisa, intercâmbio de conhecimentos e debate internacional sobre desenvolvimento sustentável e contaria com o apoio 25 instituições brasileiras e internacionais. “Este centro é uma obra conjunta. A riqueza está justamente nessas contribuições variadas que cada instituição pode oferecer”, acrescentou.

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No Brasil, o maior problema é o desmatamento. É preciso pensar um modelo de desenvolvimento mais solidário. E o enfrentamento da mudança do clima tem que ser prioridade, pois o problema afeta primeiro as populações mais pobres “

Pinguelli, em dezembro de 2011, sobre o documento com a contribuição do Brasil na Rio+20
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Na Rio+20

Vinte anos depois da Rio-92, o Brasil sediou uma nova conferência global sobre o clima: a Rio +20. De acordo com a resolução das Nações Unidas, a proposta do evento era renovar o compromisso político internacional com o desenvolvimento sustentável, abordando dois temas principais: Economia Verde no contexto do Desenvolvimento Sustentável e da erradicação da pobreza e Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

Realizada entre 13 e 22 de junho em dez locais do Rio de Janeiro, a Conferência atraiu chefes de Estado e de governo de 188 nações. O encontro teve presença ativa da sociedade civil.

Como secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e diretor da Coppe/UFRJ, Pinguelli Rosa se envolveu profundamente na Rio + 20. Na abertura do seminário “Propostas para a Conferência Rio + 20: Temas para Aprofundamento do Diálogo Social”, em novembro de 2011, ele se mostrou preocupado com a predominância de debates sobre desenvolvimento e defendeu a ênfase nas metas de redução de gases causadores do efeito estufa.

“É importante não relegarmos a questão do clima, ela está contemplada nas contribuições brasileiras para a Rio + 20, mas acho que devemos dar mais ênfase”, comentou. Em dezembro, em artigo na Folha de S. Paulo, ele advertia: “ Foi divulgado há poucos dias a proposta do Documento de Contribuição Brasileira à Conferência Rio+20. O Itamaraty teve papel importante, ao lado do Ministério do Meio Ambiente, na elaboração do documento com base nos trabalhos de uma comissão que promoveu consultas à sociedade e a órgãos do governo. A julgar pelo texto, a questão da mudança climática não terá prioridade na parte oficial da Rio+20”.

Em 30 de março de 2012, Pinguelli deu entrevista sobre a posição que levaria para uma reunião com a presidente Dilma Rousseff em 4 de abril. Para ele, a agenda da Rio + 20 não era satisfatória. “Ela está com a pauta muito vaga”, disse, ao site da Academia Brasileira de Ciências. Pinguelli era um crítico, por exemplo, sobre o tema “economia verde”: “Não se sabe o que é economia verde. É um nome sem definição. É ambíguo, uma coisa para todos concordarem, cada um interpreta de um jeito”.

Os documentos oficiais informavam que ao pautar o tema economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, o encontro propunha um desafio à comunidade internacional: pensar um novo modelo de desenvolvimento, ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. A discussão sobre estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável era dedicada ao fortalecimento do multilateralismo como instrumento para solução dos problemas globais.

Exposição e debates

Com uma longa história de pesquisa em tecnologia para o desenvolvimento sustentável, a Coppe/UFRJ teve participação de destaque na Conferência: a convite do Itamaraty, a organização recebeu um espaço exclusivo para montagem de uma exposição no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, em frente ao Rio Centro, onde se realizava a conferência dos chefes de estado.

O evento “O Futuro Sustentável: tecnologia e inovação para uma economia verde e a erradicação da pobreza” apresentou 14 tecnologias voltadas para a sustentabilidade, em uma exposição que teve uma média de 1500 visitantes por dia. Projetos de geração de energia eólica, pelo balanço das ondas e encontro das águas; de proteção de oceanos e de combustíveis renováveis, como o biodiesel, conquistaram o público.

Também foram realizados dois dois ciclos de conferências e debates, no auditório da Coppe/UFRJ na Cidade Universitária que reuniram 50 palestrantes e também foram exibidos pela internet.

Centro Rio +

No último dia da conferência, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou a criação do Centro Rio +, um legado da Rio + 20. O Centro, uma parceria do governo brasileiro, o PNUD, outras agências da ONU, teria sede na Coppe/UFRJ, que ofereceu um andar de um dos seus prédios. “Este novo Centro é muito importante para o desdobramento das ações da Rio+20 e por isso é tão relevante que ele já esteja pronto para iniciar os trabalhos”, explicou Pinguelli.

O Centro Rio+ foi anunciado como um centro de pesquisa, intercâmbio de conhecimentos e debate internacional sobre desenvolvimento sustentável e contaria com o apoio 25 instituições brasileiras e internacionais. “Este centro é uma obra conjunta. A riqueza está justamente nessas contribuições variadas que cada instituição pode oferecer”, acrescentou.

No Brasil, o maior problema é o desmatamento. É preciso pensar um modelo de desenvolvimento mais solidário. E o enfrentamento da mudança do clima tem que ser prioridade, pois o problema afeta primeiro as populações mais pobres “

Pinguelli, em dezembro de 2011, sobre o documento com a contribuição do Brasil na Rio+20

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